11/02/2009

Só aqueles que já amaram sabem como é chegar a sentir saudades quando já não se sente amor. Mistura de nostalgia e melancolia, mesclada com algo que se assemelha com o comumente chamado de dor, mas não o é. É brando, é débil, é uma coçada na ferida cicatrizada que não chega a fazê-la sangrar.
Como se, escutando Carinhoso do Pixinguinha, você quisesse abraçar o mesmo você-não-sabe-quem e com isso, se fechasse para si mesmo a procura do que você deixou de ser. E a conclusão que se chega é que há amor, no fundo da saudade reprimida pelos anos. E sempre existe amor. Porque o amor é a esperança que nunca morre, ela cresce em você.

2 comentários:

Aldenor disse...

Sempre existe amor.

Analice Ról disse...

que lindo!