sonhos - nada de
flores - quarto a
fora, como sapatos
roupas e vestígios
no fim de um dia
que chega, en(fim).
30/09/2009
16/09/2009
perguntas não-tão-frequentes
- há algo mais atraente para um homem do que uma mulher por ele apaixonada?
05/08/2009
02/08/2009
na ventura de olhos preenchidos de possibilidades
uma desilusão doce de coisas que não devem ser
amargas, com cheiro verde de alecrim
misturando conversas com sonhos
toscos, feitos em coxas cansadas
das mesmas dores que fatigam os olhos
de cor indefinida, sinceros de atenção e confusão
que deixam qualquer coisa de sublime perdida no ar
uma desilusão doce de coisas que não devem ser
amargas, com cheiro verde de alecrim
misturando conversas com sonhos
toscos, feitos em coxas cansadas
das mesmas dores que fatigam os olhos
de cor indefinida, sinceros de atenção e confusão
que deixam qualquer coisa de sublime perdida no ar
03/07/2009
23/06/2009
19/06/2009
de cadência
cansei desse ismo romântico anacrônico
não quero amor, não quero mágoa
quero é me libertar disto tudo
calar o peito e falar a mente
que de tudo que se sente
muito pouco é amor
com ou sem dor
é pau e pedra
fim da picada
é resto ou
nada .
16/06/2009
Pois era moça e ingênua, queria se perder entre bosques e contos de fadas sem fim.
Teus olhos brilhantes sonhavam labirintos intermináveis, nos quais, não buscava a saída e sim a ventura de se perder. Se a direita lhe parecia amiga, virava à esquerda, com entusiasmo de criança. Todo caminho escolhido era o errado, tão encantador em seu desafio-fábula. Se por fatalidade do destino terminasse por ser o certo, tão melhor, pois a verdadeira beleza era o não-saber.
(cores fortes em contrastes cinematográficos)
Numa esquerda qualquer, um lago e nada mais. Não pensou em voltar, nadar era preciso, por águas nunca dantes navegadas! Banhar-se-ia naquele rio uma só vez, pois uma mesma mulher não se banha num mesmo rio duas vezes. E suas vestes, tão pesadas, que fazer com elas? Deixa o casaco e a calça, nada como dorme, levando no corpo apenas as roupas íntimas e uma blusa leve.
Teus olhos brilhantes sonhavam labirintos intermináveis, nos quais, não buscava a saída e sim a ventura de se perder. Se a direita lhe parecia amiga, virava à esquerda, com entusiasmo de criança. Todo caminho escolhido era o errado, tão encantador em seu desafio-fábula. Se por fatalidade do destino terminasse por ser o certo, tão melhor, pois a verdadeira beleza era o não-saber.
(cores fortes em contrastes cinematográficos)
Numa esquerda qualquer, um lago e nada mais. Não pensou em voltar, nadar era preciso, por águas nunca dantes navegadas! Banhar-se-ia naquele rio uma só vez, pois uma mesma mulher não se banha num mesmo rio duas vezes. E suas vestes, tão pesadas, que fazer com elas? Deixa o casaco e a calça, nada como dorme, levando no corpo apenas as roupas íntimas e uma blusa leve.
Do outro lado, um rapaz, presume-se que com seus próprios sonhos e divagações. Esperando. Não ela, mas algo, pois estamos todos sempre a esperar por algo que não alguém. Ele a vê sair das águas como se fosse sua própria Dama do Lago. Mas esta dama não traz espada, teu presente é um abraço e um beijo terno-hipnótico.
Os dois se vêem e se reconhecem, acordando do transe fluvial que os entorpecia. Conscientes, beijam-se mais uma vez.
Pois era um homem que não a procurava, apenas a encontrou.
08/06/2009
café-da-manhã
meu amor é um gole de café;
a única coisa capaz de,
em manhãs frias como esta,
me por de pé.
a única coisa capaz de,
em manhãs frias como esta,
me por de pé.
06/06/2009
29/05/2009
estática. com olhos a segurar lágrimas que não se permite chorar. como quem se vê num sonho ruim que não quer acabar.
mas não é sonho, é realidade vã. tapa na cara e soco no estômago. é amor. dói no peito e tira o folego, deixa sem reação.
desilusão. caretas enauseadas de puro desgosto. e porque as outras mulheres merecem mais, sente-se só.
disfarça o orgulho ferido em um sorriso qualquer. coisas de mulher. e tenta fugir da verdade que se manifesta em seu coração.
nunca deram-lhe flores.
mas não é sonho, é realidade vã. tapa na cara e soco no estômago. é amor. dói no peito e tira o folego, deixa sem reação.
desilusão. caretas enauseadas de puro desgosto. e porque as outras mulheres merecem mais, sente-se só.
disfarça o orgulho ferido em um sorriso qualquer. coisas de mulher. e tenta fugir da verdade que se manifesta em seu coração.
nunca deram-lhe flores.
conversas e amenidades
(...)
- E o teu coraçãozinho?
- Não sei por onde anda...
- Como não?
- Entreguei para alguém que não teve o cuidado de guardar.
- Perdeu?
- Sim, está perdido; e que os apaixonados me perdoem, mas eu prefiro assim.
- E o teu coraçãozinho?
- Não sei por onde anda...
- Como não?
- Entreguei para alguém que não teve o cuidado de guardar.
- Perdeu?
- Sim, está perdido; e que os apaixonados me perdoem, mas eu prefiro assim.
27/05/2009
- Risca meu nome de tua vida como risco o teu deste papel, e não me procura jamais, que eu já não quero compreender essa sua ideia distorcida do que é amar. Vai, some daqui, que eu não tenho mais carinho para desperdiçar em você. Vai e nunca pense em voltar... Vai, e cala esta tua boca, que eu já não a quero. Vai, que a morte é certa e ela te encontra. Vai! que se não morre, te mato eu com os novos amores que hei de encontrar. Vai, só não chora, que não suporto a tua dor.
23/05/2009
Antes que a angustia de outro desamor me desvirtue a escrita, deixe-me partilhar desta dor sem fim que é viver num corpo em que não me cabe a alma.
(céu aberto, manhã serena. nuvens carregadas no olhar. e chuva, muita chuva, que não cessa e não tem por que)
São os sonhos perdidos entre infortúnios e os prenúncios de eras perdidas em egoísmo e ingratidão.
(eu me ofereço para te guiar pela escuridão. recusa. carinhos são carnais e nunca emocionais)
A nova era é a da solidão. Os corpos se tocam, mas não se completam. Teu sexo não atinge meu coração.
(lágrimas brotam do nada que preenche nossas mentes e nossos corpos)
Somos corpos sós que se unem em solidão, criando abismos entre nós e nós mesmos. Almas presas aos corpos sufocando qualquer coisa débil que quer respirar.
(respira, respira enquanto lhe resta força. acalma teu coração aflito por nada que no vazio é tudo)
Respira o ar que é livre e aceita nos pulmões a liberdade que sempre lhe faltará.
(céu aberto, manhã serena. nuvens carregadas no olhar. e chuva, muita chuva, que não cessa e não tem por que)
São os sonhos perdidos entre infortúnios e os prenúncios de eras perdidas em egoísmo e ingratidão.
(eu me ofereço para te guiar pela escuridão. recusa. carinhos são carnais e nunca emocionais)
A nova era é a da solidão. Os corpos se tocam, mas não se completam. Teu sexo não atinge meu coração.
(lágrimas brotam do nada que preenche nossas mentes e nossos corpos)
Somos corpos sós que se unem em solidão, criando abismos entre nós e nós mesmos. Almas presas aos corpos sufocando qualquer coisa débil que quer respirar.
(respira, respira enquanto lhe resta força. acalma teu coração aflito por nada que no vazio é tudo)
Respira o ar que é livre e aceita nos pulmões a liberdade que sempre lhe faltará.
20/05/2009
poeminha de canto de página
(entre aulas, devaneios e recordações)
ai coração!
não bate, deterioriza...
tal qual a
onda
na rocha
indo e vindo
onde não tem vez.
ai coração!
não bate, deterioriza...
tal qual a
onda
na rocha
indo e vindo
onde não tem vez.
O cinema instiga nos homens coisas que eu gosto de evitar. Não, não é o cinema, é a escuridão; que esconde rostos amendrotados e corações inseguros.
(a poeira no ar brilha com a luz do projetor)
Tudo é luz, é som, é vida encenada colorida pela realidade exposta nos telões.
A nossa realidade - na pequenez de segundo plano - transposta em seus olhos aflitos e em minhas mãos suadas, ansiando por um beijo que não vai acontecer.
(a poeira no ar brilha com a luz do projetor)
Tudo é luz, é som, é vida encenada colorida pela realidade exposta nos telões.
A nossa realidade - na pequenez de segundo plano - transposta em seus olhos aflitos e em minhas mãos suadas, ansiando por um beijo que não vai acontecer.
16/05/2009
carta para um amor perdido
Ai, minha pequena, não sabes como sofro ao ter ver passar e não te abraçar, não te beijar, não declarar essa paixão emudecida que me atormenta dia e noite. Sentir a falta de teu jeito eterno de criança e dos horizontes negros de teus olhos que me afogam e me inundam de desejo e amor. Não sabes como me dói ter perdido o teu amor, e por um motivo tão tolo quanto o medo. Medo de me arriscar em amores improváveis. Você, tão pequena, tão jovem, tão ingênua, que cabe ainda escondidinha no cantinho esquerdo de meu coração. Lá te escondo, para a outra não ver que meu coração não é só dela. Ela é a outra e você é a uma, mas eu me engano de que ela é a uma e você é a outra, pois soa tão besta ainda, depois de tudo, te amar. Às vezes me vejo, no sofá, esperando você voltar da escola para me ligar, tão fiel no teu amor de menina... Eu tive medo de amar como homem e ser amado por menina e não mulher, que tolo que fui. Eu acreditava que ainda existia uma esperança de te ter pra mim, que eu ainda poderia largar tudo e correr pros teus braços, mesmo sabendo que eu jamais teria a coragem para tal. E, realmente, não tive; perdi teu brilho de menina-mulher para um rapaz que soube ter coragem. E ele te amou, como eu não pude amar. Como me doeu enxergar esse amor tão louco que tu sentias por aquele rapaz, tão diferente do amor sólido e dócil que sentias por mim. Negavas no início, mas desde já eu via. Amava-o como mulher e eu sofria, como homem que perdeu menina e mulher. Pior ainda foi te ver chorar por ele, que te amou e te magoou, da mesma forma que eu temi te amar, e magoar - e, no entanto, magoei por não amar, que foi ainda pior. Eu sofri pela minha covardia, pois fui eu quem te deixou, pela outra - que é uma, pois a outra tem que ser você. Era mais fácil, mais cômodo, mais sensato. E eu não posso dizer que não sou feliz - porque essa é a verdade, eu sou -, mas também não posso dizer que não sofro a tua falta e que não te amo loucamente - pois você é a minha vaidade, é meu mundo de sonhos e de contemplação. Ai, minha menina, delicada como um botão de rosa, eu sou mesmo um romântico por ti, mas só por ti, que desnorteia-me com um sorriso ou três versos avulsos. E teus versos, que com tamanha sensibilidade completavam os meus... Eu não canto tão bem em tua ausência... Sem você tudo é estúpido e Pixinguinha é só mais um compositor. Eu te amei, eu hesitei, eu te perdi. Mas não deixa, pequena, que os teus amores sem êxito te amargurem, pois teus olhos serão só olhos se perderes aquele inconfundível brilho de quem ainda, apesar dos pesares e desamores, acredita no amor.
15/05/2009
o beijo
_____uma boca._uma boca
______é um desejo que não se pronuncia.
________desejo de boca é desejo calado, por bocas.
________bocas que se completam e, em silêncio mútuo, se
________consomem em desejos não-pronunciados.
______ _bocas famintas de bocas
________que se devoram.
______é um desejo que não se pronuncia.
________desejo de boca é desejo calado, por bocas.
________bocas que se completam e, em silêncio mútuo, se
________consomem em desejos não-pronunciados.
______ _bocas famintas de bocas
________que se devoram.
11/05/2009
Faço muitas perguntas, a maioria sem nexo. Entenda, não pergunto para me informar, meu objetivo é me entreter. Cada resposta irrelevante é uma rosa no jardim, um cheiro de canela, um beijo na testa. Pequenos detalhes de um todo colorido de paixão.
___________________- Quem é você?
____________ ...silêncio, sorrisos, pensamentos...
______________________________________e o resto.
07/05/2009
06/05/2009
Castelos, bosques, principes e reis. Um conto de fadas num mundo em caos...
Incêndios, gritos, desespero, morte e etc. e tal anuviado pelas lembranças desfeitas. No corre corre apocaliptico uma senhora me para:
- Sonhe coisas mais belas!
Eu não, eu sonho coisas reais. Sento, caladinha, e no topo da montanha observo o fim do mundo comendo pipoca e falando francês. Ué, mas eu não sei falar francês! Que idéia! É por isso que é sonho... Ah, e o que falo em francês? Não sei, eu só sei pronunciar.
E bla bla bla esperando o final feliz.
FIM...
Incêndios, gritos, desespero, morte e etc. e tal anuviado pelas lembranças desfeitas. No corre corre apocaliptico uma senhora me para:
- Sonhe coisas mais belas!
Eu não, eu sonho coisas reais. Sento, caladinha, e no topo da montanha observo o fim do mundo comendo pipoca e falando francês. Ué, mas eu não sei falar francês! Que idéia! É por isso que é sonho... Ah, e o que falo em francês? Não sei, eu só sei pronunciar.
E bla bla bla esperando o final feliz.
FIM...
04/05/2009
22/04/2009
A porta
A porta está fechada. Por mais que eu a queira abrir, a porta está fechada. Por mais que eu deseje te ver entrar, a porta, fechada a chave, não se abrirá. A porta está fechada e não há nada a se fazer. Não tente abrí-la a força, pois machuca. A porta está fechada de dor. Quanto mais se força, mais se fecha. A porta está fechada e a janela está aberta, mas você não pode entrar pela janela. Pode apenas espiar de fora, tentar entender. A janela está aberta, porque não sabe se fechar. A porta, no entanto, fechada.
(Da janela observa-se um vazio cor de gelo numa dor profunda de porta fechada)
A porta está fechada e a janela aberta. A casa, vazia de solidão. Não adianta bater, não adianta chamar. A casa, de janela aberta e porta fechada, é impenetrável, e mesmo se a porta estivesse aberta não se encontraria nela quem lá um dia viveu.
A porta está fechada e não há ninguém para abrir. A porta está fechada de dor. A casa, vazia de solidão. A casa está fechada de dor causada pelo vazio da solidão.
Casa e porta estão fechadas de dor. A janela, repleta de sonhos.
(Da janela observa-se um vazio cor de gelo numa dor profunda de porta fechada)
A porta está fechada e a janela aberta. A casa, vazia de solidão. Não adianta bater, não adianta chamar. A casa, de janela aberta e porta fechada, é impenetrável, e mesmo se a porta estivesse aberta não se encontraria nela quem lá um dia viveu.
A porta está fechada e não há ninguém para abrir. A porta está fechada de dor. A casa, vazia de solidão. A casa está fechada de dor causada pelo vazio da solidão.
Casa e porta estão fechadas de dor. A janela, repleta de sonhos.
19/02/2009
The Sound of Music
- Reverend Mother always says when the Lord closes a door, somewhere he opens a window.
11/02/2009
Só aqueles que já amaram sabem como é chegar a sentir saudades quando já não se sente amor. Mistura de nostalgia e melancolia, mesclada com algo que se assemelha com o comumente chamado de dor, mas não o é. É brando, é débil, é uma coçada na ferida cicatrizada que não chega a fazê-la sangrar.
Como se, escutando Carinhoso do Pixinguinha, você quisesse abraçar o mesmo você-não-sabe-quem e com isso, se fechasse para si mesmo a procura do que você deixou de ser. E a conclusão que se chega é que há amor, no fundo da saudade reprimida pelos anos. E sempre existe amor. Porque o amor é a esperança que nunca morre, ela cresce em você.
Como se, escutando Carinhoso do Pixinguinha, você quisesse abraçar o mesmo você-não-sabe-quem e com isso, se fechasse para si mesmo a procura do que você deixou de ser. E a conclusão que se chega é que há amor, no fundo da saudade reprimida pelos anos. E sempre existe amor. Porque o amor é a esperança que nunca morre, ela cresce em você.
07/02/2009
My Blueberry Nights
Elizabeth: Why do you keep them? You should just throw them out.
Jeremy: No. No, I couldn't do that.
Jeremy: No. No, I couldn't do that.
Elizabeth: Why not?
Jeremy: If I threw these keys away then those doors would be closed forever and that shouldn't be up to me to decide, should it?
Jeremy: If I threw these keys away then those doors would be closed forever and that shouldn't be up to me to decide, should it?
Elizabeth: I guess I'm just looking for a reason.
Jeremy: From my observations, sometimes it's better off not knowing, and other times there's no reason to be found.
Jeremy: From my observations, sometimes it's better off not knowing, and other times there's no reason to be found.
Elizabeth: Everything has a reason.
Jeremy: Hmm. It's like these pies and cakes. At the end of every night, the cheesecake and the apple pie are always completely gone. The peach cobbler and the chocolate mousse cake are nearly finished... but there's always a whole blueberry pie left untouched.
Jeremy: Hmm. It's like these pies and cakes. At the end of every night, the cheesecake and the apple pie are always completely gone. The peach cobbler and the chocolate mousse cake are nearly finished... but there's always a whole blueberry pie left untouched.
Elizabeth: So what's wrong with the blueberry pie?
Jeremy: There's nothing wrong with the blueberry pie. Just... people make other choices. You can't blame the blueberry pie, just... no one wants it.
(...)
Katya: Sometimes, even if you have the keys those doors still can't be opened. Can they?
Jeremy: There's nothing wrong with the blueberry pie. Just... people make other choices. You can't blame the blueberry pie, just... no one wants it.
(...)
Katya: Sometimes, even if you have the keys those doors still can't be opened. Can they?
Jeremy: Even if the door is open, the person you're looking for may not be there, Katya.
24/01/2009
If I could record - second by second - all of my thoughts
oh, and if you could only hear the melody of my heartbeat
I know you would understand... that love ain't just
a four letter word; it's every sound and every smell
and touch and sight and taste that you try, but
you can't put it down in some simple little words.
oh, and if you could only hear the melody of my heartbeat
I know you would understand... that love ain't just
a four letter word; it's every sound and every smell
and touch and sight and taste that you try, but
you can't put it down in some simple little words.
06/01/2009
e. e. cummings
somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near
-----
your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose
----- or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
-----
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing
-----
(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands
-----
-----------------------------------------------------------------------
-----
nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
-----
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa
-----
ou se quiseres me ver fechado,eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
-----
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
-----
(não sei dizer o que há em ti que fechae abre;
só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas
-----
[ tradução: Augusto de Campos]
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