02/08/2009

na ventura de olhos preenchidos de possibilidades
uma desilusão doce de coisas que não devem ser

amargas, com cheiro verde de alecrim
misturando conversas com sonhos

toscos, feitos em coxas cansadas
das mesmas dores que fatigam os olhos

de cor indefinida, sinceros de atenção e confusão
que deixam qualquer coisa de sublime perdida no ar

2 comentários:

Marcos Neves Jr. disse...

Alecrim! Lindo, Lúcia! Não gosto de ficar comparando, mas a falta de pontuação me fez lembrar certa poeta(como diz meu professor) portuguesa que, aliás, gosto muito.
Beijos!
Marcos Neves Jr.

Gabi Silveira disse...

A impressão que tenho, nesse e em outros, é que você penetra no meu eu mais íntimo e extraí de lá pensamentos, sentimentos e vivências transformando-os em lirismo de alta qualidade! Talvez seja porque você aborde inquietudes e circunstâncias universais... como já questionara nossa amiguinha Mafalda, ¿No será que en este mundo hay cada vez más gente y menos personas?”
Mas, só talvez...
De qualquer forma, fica aqui o meu agradecimento por verbalizar, de forma plena, aquilo que está aqui dentro o tempo todo.