23/05/2009

Antes que a angustia de outro desamor me desvirtue a escrita, deixe-me partilhar desta dor sem fim que é viver num corpo em que não me cabe a alma.
(céu aberto, manhã serena. nuvens carregadas no olhar. e chuva, muita chuva, que não cessa e não tem por que)
São os sonhos perdidos entre infortúnios e os prenúncios de eras perdidas em egoísmo e ingratidão.
(eu me ofereço para te guiar pela escuridão. recusa. carinhos são carnais e nunca emocionais)
A nova era é a da solidão. Os corpos se tocam, mas não se completam. Teu sexo não atinge meu coração.
(lágrimas brotam do nada que preenche nossas mentes e nossos corpos)
Somos corpos sós que se unem em solidão, criando abismos entre nós e nós mesmos. Almas presas aos corpos sufocando qualquer coisa débil que quer respirar.
(respira, respira enquanto lhe resta força. acalma teu coração aflito por nada que no vazio é tudo)
Respira o ar que é livre e aceita nos pulmões a liberdade que sempre lhe faltará.

Um comentário:

FGFigueira disse...

ÊÊEÊ

vc não rasgou o papel e ainda dividiu comigo novamente!

vc é linda

bjs