Eu não queria estar pensando, queria estar vivendo.
Eu não consigo parar de pensar em viver, e escrever.
Não paro, um segundo sem escrever, é um segundo sem viver as palavras internas de meu eu.
Eu mesma. Não há outro alguém que respire letras por mim; inspira, expira.
Não há pausa, é involuntário. E cada palavra é um batimento cardíaco.
Eu quero viver. Bate. Viver. Bate. Viver. Bate.
Mesmo de palavras vazias, eu quero viver.
E se meu coração parar de bater, se as letras pararem de vir, no momento em que eu secar... acaba. Mas ainda bate! E vai bater enquanto eu preencher essas linhas.
Não tenho tempo; compromissos. Bate, mas sem ritmo.
Eu nunca soube sambar.
Bate, bate, parou de bater; foi pra calar.
Morremos.
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Um comentário:
Caramba, eu me senti realmente contemplado! Não apenas pela poesia linda aqui presente, mas sobretudo pelos sentimentos que este teu post evoca em mim. Eu amo escrever. Não sei até que ponto o faço bem. Mas pouco me importa, porque considero tudo, tudo mesmo, um teste. E a vida um treino, com data incerta pra terminar. O escrever é apenas o viver.
JK Kings [teoria da história] certa vez disse da necessidade do homem se expressar. Ao meu ver, os documentos, em suas variadas formas, fôrmas e formatos são prova cabal disso.
Pode te parecer um tanto banal, mas sinto seu poema em minha alma, batendo em cada letra escrita.
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