21/07/2007

Eu sou o cúmulo da timidez. E essa timidez exacerbada tornou-se irritante; a vontade é de me debater e gritar, agir feito louca! Tirar a roupa em lugar público para que minhas palavras pareçam naturais. Mas são, por que não parecem? Não parecem para mim, eu as critico, e me julgo por dizê-las. Que direito tenho eu? Que direito tenho eu de me expor assim, e sofrer por isso? Que direito ou poder tenho eu sobre a palavra?
Ela que parece ter poder sobre mim, manipula-me. E eu me debato, e grito; comedidamente, pois tenho vergonha. Vergonha de minha vergonha, é um ciclo viciante; e eu o cultivo em mim.
Calo-me, já disse o suficiente para me constranger.

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