Lú: eu quis cantar
Lú: mas não tinha voz
MARIA.: eu cantei o dia todo
Lú: e as letras de todas as músicas por mim conhecidas me fugiam como borboletas
Lú: não adiantava correr atras, elas não me pertenciam.
Lú: Nada na música me pertence.
Lú: Sou eu que pertenço a ela.
MARIA.: eu soh cantava assim: quando eu falava dessas cores morbidas, qundo eu falava desses homens sordidos, quando eu falava dessa tempestade, vc n me escutou, vc n quis acreditar, mas isso eh tão normal
Lú: Tentei inventar uma melodia para meus pensamentos, mas é puro caos em minha mente. E meu caos não se canta, se sente.
MARIA.: eu tentei escrever
MARIA.: mas soh conseguia cantar aquilo
Lú: eu tentei viver, mas minha vida perdeu o ritmo.
MARIA.: a minha musica eh progressiva
MARIA.: supresas, quebras de compassos e harmonias
MARIA.: n eh atoa que gosto
Lú: a minha existência tem sido um silencio mortal, mas é um silencio que com o tempo a gente aprende a apreciar.
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