29/06/2007
Enquanto boas idéias não me fluem, vou apenas escrevendo meus tormentos, pensamentos. Penso bobagens, bagagens emocionais não despachadas. Eu não sei despachar, desvincular, desconectar; sou presa, até o último fio de cabelo, a meu passado irreal, minhas lembranças deturpadas. Eu sou uma fraude, finjo até me entregar, e me perder. Eu sigo a seta, que indica o caminho errado; qual é o certo? Existe um certo, ao certo, de certo, mais perto; de Deus ou de mim? E quem é Deus afinal? O que é? Por que é? Deus é fruto de uma crise existencial, eu suponho. Uma enorme crise existencial coletivizada criou uma imagem para confortar-nos, ou confundir-nos, talvez. Que importa?, eu finjo e deixo que finjam também. Todos se iludem, todos são filhos de Deus, filhos de suas ilusões. Somos pensamentos tortos até que, enfim, mortos. Sossegamos em paz... Não pensamos mais, não sofremos mais, só dormimos... um coma de silêncio eterno em nossas mentes, finalmente. E no mais, nunca mais. Paz!
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