07/06/2007

Uma esperança entrou no meu quarto e se camuflou em minha parede, eu a vi, sorri; a peguei com um papel e a soltei no quintal. Assim que se foi, já fazia falta; deixou-me um vazio, levou meu sorriso. Com que preencher meus sorrisos vazios?
Aquece-me a idéia de, um dia, por mero acaso, esbarrar com meu sorriso por aí, no rosto de um outro alguém que precisava dele mais que eu. E quem sabe, receber deste mesmo alguém um olhar, que eu também possa repassar?
E assim, dar continuedade a este ciclo de pequenos gestos; que de tão mínimos, não percebemos, que é em sua falta que o vazio se instala, e fica.

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